sexta-feira, 27 de março de 2015



Este é um poema de amor 
tão meigo, tão terno, tão teu... 

É uma oferenda aos teus momentos 
de luta e de brisa e de céu... 

E eu, 
quero te servir a poesia 
numa concha azul do mar 
ou numa cesta de flores do campo. 

Talvez tu possas entender o meu amor. 
Mas se isso não acontecer, 
não importa. 

Já está declarado e estampado 
nas linhas e entrelinhas 
deste pequeno poema, 
o verso; 
o tão famoso e inesperado verso que 
te deixará pasmo, surpreso, perplexo... 
eu te amo, perdoa-me, eu te amo... 

"Poeminha Amoroso"
Cora Coralina

domingo, 11 de janeiro de 2015

Morre lentamente Quem não viaja,
Quem não lê, Quem não ouve música, 
Quem não encontra graça em si mesmo  Morre lentamente Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.  
Morre lentamente

Quem se transforma em escravo do hábito Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca, Não se arrisca a vestir uma nova cor ou  Não conversa com quem não conhece.  
Morre lentamente Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, 
Justamente as que resgatam o brilho dos  Olhos e os corações aos tropeços. 

Morre lentamente 
Quem não vira a mesa quando está infeliz  Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto  Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...  
Viva hoje ! 
Arrisque hoje !  
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !
NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ.
Martha Medeiros