sábado, 13 de agosto de 2016

[Meu Pai Dizia]

Um dia foram pais carinhosos,
Hoje não são mais do que idosos.
Pelos aprendizes são mal tratados,
Vivendo uma vida de aposentados.

Em um dia foram mestres,
No outro foram fardos.
Membros de um grupo desgarrado,
Pais da evolução, filhos da perdição.

E o velho retirante se coloca a caminhar,
Na busca por um fio do passado a restaurar,
Passado em que sentiu orgulho de viver,
Viveu e assumiu paixões no entardecer,
Sem medo do escuro dominar sua clareza,
Usou toda a artimanha era o rei da esperteza,
Não detinha um centavo mais foi o mestre da nobreza.

Ouvimos os murmúrios, aprendemos os martírios,
Sentimos o perfume mergulhando sobre os lírios,
E no final da trilha te sobraram dois destinos,
Ou o asilo ou o exílio, mas eu prefiro o Sol Divino,

Um dia eu ouvi meu Pai dizer:
Só morre de verdade quem não viver,
Porque quem vive e faz por merecer,
Jamais verá o eterno anoitecer.

Um belo dia !
Meu Pai dizia...
Michel F.M

3 comentários:

emanuel moura disse...

UM momento cheio de verdades querida afilhada ,muitos são esquecidos ,abandonados à sua sorte ,martirizados por uma vida que tudo deram e que agora sofrem por falta de amor dos seus filhos ,muitos beijinhos no coração.

Portugalredecouvertes disse...

Nom dia Evanir!
um poema bem merecido para quem nos precedeu e deixou as condições para vivermos uma vida melhor do que a sua !
iremos nós no mesmo sentido ?! quando vemos tanta destruição dos recursos de mãe natureza ?
beijinhos
feliz dia amiga

Angela

Luísa Fernandes disse...

Minha querida amiga Evnir, adorei este poema
pena é que muitos não saibam
dar-lhe o devido valor...
O Pai! Ele é sempre um lutador
para além de gurreiro
ama o filho com muito amor!!
Um chi-coração apertado
Minha alma gêmea!!
Luisa fernanes